Usina Caeté inicia safra 2026 com expectativa de moer mais de 2,2 milhões de toneladas de cana

A Usina Caeté – Unidade Paulicéia iniciou a safra 2026/ 2027 com expectativa positiva de produção. A moagem deve superar a da safra passada, alcançando cerca de 2,25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, segundo o gerente industrial da Unidade Paulicéia, José Márcio Pereira de Oliveira.

De acordo com o gerente, a expectativa operacional da planta é muito boa. “A equipe está preparada para iniciar a safra com tranquilidade.”
Produção prevista
Para esta safra, a estimativa é produzir cerca de 2,6 milhões de sacos de açúcar e aproximadamente 100 milhões de litros de etanol. A projeção representa um leve aumento em relação ao ciclo anterior, que registrou moagem próxima de 2,2 milhões de toneladas.
Segundo José Márcio, o resultado ainda pode melhorar dependendo das condições climáticas ao longo do ano. “Se tivermos um período de chuvas favorável, a produtividade no campo pode aumentar e até superar a previsão inicial”, explicou.
Novo armazém amplia estrutura

Um dos principais avanços recentes da Unidade Paulicéia foi a conclusão do novo armazém de açúcar, inaugurado após o início das operações da planta industrial.
O espaço entrou em funcionamento entre agosto e setembro do ano passado e, segundo o gerente, superou as expectativas da equipe. “O armazém rodou muito bem. A qualidade do açúcar armazenado se manteve estável, sem aumento de umidade, o que era uma preocupação inicial”, destacou o gerente industrial.
A estrutura recebeu investimento de aproximadamente R$ 28 milhões e possui capacidade para armazenar 50 mil toneladas de açúcar VHP (Very High Polarization). O sistema permite armazenagem a granel e possui equipamentos que automatizam parte do processo de retirada do produto para expedição.
Além disso, os equipamentos instalados no novo armazém foram dimensionados pensando no crescimento da produção. “Atualmente produzimos entre 16 e 18 mil sacos por dia, mas os transportadores e elevadores de açúcar já estão preparados para operar com mais de 40 mil sacos diários”, explicou o gerente industrial.
Melhorias na eficiência energética
Paralelamente à construção do armazém, a Unidade Paulicéia também realizou investimentos para melhorar a eficiência energética da planta.

Foram instalados dois novos trocadores de calor regenerativos, com investimento de cerca de R$ 1,8 milhão. A tecnologia permite reaproveitar calor do processo industrial, reduzindo o consumo de vapor gerado na caldeira.
Com o novo sistema, a expectativa é reduzir o consumo em 10 a 12 toneladas de vapor, aumentando a estabilidade do processo e contribuindo para ganhos operacionais na produção de etanol.
Indústria com foco em sustentabilidade
A Unidade Paulicéia também mantém práticas voltadas à sustentabilidade. Todo o bagaço da cana gerado na moagem é utilizado para produção de energia, enquanto resíduos como torta de filtro, cinzas e vinhaça são reaproveitados na agricultura.
Segundo José Márcio, o consumo de água da Unidade Paulicéia está abaixo dos limites estabelecidos pelos órgãos ambientais. “O limite permitido é de um metro cúbico de água por tonelada de cana. Hoje estamos operando entre 0,7 e 0,8, o que demonstra nosso compromisso com a sustentabilidade.”
Tecnologia e modernização
O gerente afirma que a Unidade Paulicéia está entre as modernas plantas do setor sucroenergético no estado de São Paulo, com alto nível de automação e equipamentos atualizados.
Entre os avanços, a Unidade Paulicéia já utiliza sistemas automatizados com inteligência artificial em algumas malhas de controle do processo industrial, auxiliando na tomada de decisões operacionais. “Estamos sempre buscando novas tecnologias para manter a planta atualizada e competitiva.”
Possível investimento em etanol de milho
Entre os projetos em estudo pela diretoria da empresa está a possibilidade de implantação de uma fábrica de etanol de milho na Unidade Paulicéia.
Segundo José Márcio, a estrutura existente favorece esse tipo de investimento, já que a usina dispõe de biomassa – como o bagaço da cana – para geração de energia. “A tecnologia já está consolidada no Brasil. Estamos estudando custos e viabilidade, mas é um caminho possível para o futuro da Unidade Paulicéia.”
Safra como aprendizado contínuo
À frente da área industrial há quase duas décadas na unidade, o gerente ressalta que cada safra traz novos desafios. “Nenhuma safra é igual à anterior. Sempre aparecem situações novas que exigem conhecimento e aprendizado. É isso que nos motiva a melhorar a cada ano.”
