Marcos Farias: uma trajetória movida pela engenharia, pela manutenção e pelo desejo de continuar

A história de Marcos Farias no Grupo Carlos Lyra começou em setembro de 1994, na Usina Caeté – Unidade Marituba. Antes de construir sua trajetória na Manutenção Automotiva, ele passou pelo Armazém de Açúcar, pela Balança de Cana e pelo Escritório. Em meados de 1995, iniciou na área que marcaria de forma definitiva sua vida profissional, atuando como assistente administrativo do PCM.
Foi ali, entre controles, planejamentos e rotinas de manutenção, que Marcos começou a enxergar novos caminhos dentro da empresa. De assistente, passou a analista de PCM e coordenador de Manutenção, chegando a atuar na gestão do PCM automotivo das três usinas do Grupo no Nordeste.
A virada mais importante daquela fase aconteceu em 2008, quando assumiu a supervisão de Manutenção Automotiva na Unidade Cachoeira. Para ele, aquele período marcou uma mudança importante na forma de enxergar o próprio futuro dentro do Grupo.
“Até aquele período, eu era um colaborador de base, que sonhava voos comedidos, mas futuristas. Sendo um ex-aluno secundarista, comecei a entender que, mesmo na base, precisaria investir em qualificação através dos estudos e dos conhecimentos.”
A busca por conhecimento se tornou parte da caminhada. Primeiro, veio a formação técnica em Tecnologia da Informação com ênfase em Administração de Empresas. Naquele período, a tecnologia ganhava cada vez mais espaço nos processos internos, e Marcos participou de um momento importante para a modernização da manutenção no Grupo: a implantação do sistema Sisma, utilizado na gestão de frota.
“A TI era a profissão do momento. Afinal, naquele período existia um fantasma chamado Bug do Milênio. Na virada de 1999, ali estávamos, nas bancadas de TI da Usina Caeté Matriz, para auxiliar o time na virada dos dados no Sisma.”
Com a experiência acumulada no PCM, Marcos passou a defender uma manutenção mais planejada, menos reativa e mais voltada à prevenção. O objetivo era contribuir para a disponibilidade mecânica dos equipamentos, a redução de custos e a melhoria dos resultados operacionais.
“Decidi carregar comigo o pensamento organizacional. Trouxe uma visão proativa e futurista para a manutenção, propondo um modelo preventivo e preditivo. O objetivo era trazer resultados a médio e longo prazo, com foco em disponibilidade mecânica, ganhos no custo de reparo e manutenção e, consequentemente, no custo por tonelada de cana beneficiada.”
Em 2007, iniciou a graduação em Administração de Empresas. A escolha fazia sentido para quem já lidava com gestão, pessoas, indicadores e planejamento. Mas a trajetória ainda reservaria uma mudança maior.
Em setembro de 2010, Marcos recebeu o convite para participar da montagem estrutural e organizacional da área automotiva da Unidade Paulicéia, no interior de São Paulo. Era um novo ciclo, em uma unidade marcada pelo avanço da mecanização agrícola.
“Os sonhos e os voos mais altos de conhecer mais e colocar aprendizados em prática pareciam tornar-se realidade. Mas foi também um recomeço, uma mudança até certo ponto cultural.”
Naquele momento, a Unidade Paulicéia se consolidava como a primeira do Grupo com corte 100% mecanizado. Para Marcos, estar inserido nesse processo significava participar diretamente de uma transformação importante na operação.
Em março de 2011, veio o convite definitivo para seguir carreira na unidade paulista. A resposta, segundo ele, saiu de forma natural. “Lembro como hoje da minha resposta: ‘Sou um servidor do Grupo’. E assim comecei a plantar uma semente no Oeste de São Paulo.”
A mudança de estado também deixou uma frase marcada em sua memória. Ao se despedir de Alagoas, ouviu de um colega uma orientação que carregaria para os anos seguintes: “Marcos, vai lá, cumpre seu caminho, porque o mundo não tem cercas.”
A frase virou uma espécie de resumo da caminhada. Depois de concluir Administração, Marcos buscou especialização em Engenharia de Manutenção. Ainda assim, sentia que havia mais um passo a ser dado. Em 2017, iniciou a graduação em Engenharia Mecânica, na cidade de Presidente Prudente.
A experiência de anos na manutenção, na gestão e na rotina da oficina deu sentido ainda maior à formação. “A idade não foi um empecilho. A mecânica e os seus desafios já faziam parte do meu cotidiano, até porque eu já sabia que o mundo não tem cercas.”
Ao revisitar a própria história, Marcos diz que seguir estudando foi uma das melhores decisões que tomou. “Hoje, percebo que tomei a melhor decisão de não parar. A engenharia mecânica mostrou-me um novo horizonte, abriu muito mais a minha visão sobre os desafios da manutenção e me ajudou a contribuir no meu dia a dia de trabalho.”

Para ele, a formação acadêmica não apagou a vivência prática construída ao longo de décadas. Pelo contrário, deu base técnica ao conhecimento adquirido dentro da própria operação. “Tenho a oportunidade de juntar o conhecimento empírico adquirido ao longo da minha carreira dentro do Grupo ao conhecimento técnico-científico colhido dentro da universidade.”
A trajetória também é marcada por gratidão. Marcos reconhece o papel do Grupo Carlos Lyra nas oportunidades que recebeu e lembra que, em muitos momentos, o incentivo de outras pessoas foi decisivo para que continuasse.

“Costumo dizer que minha primeira formação foi na faculdade da vida, e o Grupo foi a instituição que me abriu essas oportunidades. Agradeço à superintendência, que acreditou de forma incentivadora quando eu disse que estaria buscando mais conhecimento e que talvez precisasse me ausentar em alguns momentos para cumprir a carga horária. Prometi que retribuiria com dedicação e aplicação dos conhecimentos aqui em nossa planta.”
Ele também faz questão de mencionar os colegas que acompanharam sua caminhada e o encorajaram nos momentos de dificuldade. “Agradeço a todos os colegas de trabalho com os quais compartilhei meu propósito de vida e que, quando temi fraquejar, disseram: ‘Você não pode parar por aqui, você tem que continuar’.”

Mas é na família que a história ganha seu tom mais pessoal. Marcos fala da esposa como companheira de viagens e principal incentivadora, do filho, que o apoiava enquanto também era orientado a estudar, e dos pais, que sempre se orgulharam de suas conquistas.
Entre as lembranças mais fortes, está uma fala de sua mãe. “Ouvi da minha saudosa mãe: ‘Meu filho, seja forte. Quando você estiver aí com a família, tudo vai ficar bem. Você tem que estar bem para cuidar deles’.”
Neste Dia do Engenheiro Mecânico, a trajetória de Marcos Farias representa mais do que uma história de formação acadêmica. É também uma caminhada de permanência, mudança, coragem e aprendizado dentro do Grupo Carlos Lyra.
Da base à engenharia, da Marituba à Paulicéia, da experiência prática ao conhecimento técnico-científico, Marcos construiu uma trajetória que une manutenção, gestão e propósito de vida. “Quero parabenizar todos os profissionais da engenharia, em especial os engenheiros mecânicos, e todos aqueles que atuam no Grupo pelo seu dia. Cada momento de atuação empenhado com amor e dedicação a essa profissão é para melhorar a vida das pessoas e os processos de gestão, fazendo com que essa grande engrenagem rode em perfeito sincronismo.”
